Na milha XXI, no lugar de Travasso, freguesia de
Vilar, a uma altitude de 460 metros, conservam-se dois marcos, um com
inscrição, outro com o texto muito apagado, de difícil leitura. O primeiro, de
acordo com vários autores é de Heliogábalo (218-222), datável do ano 219.
Quando Martins Capella o observou estava tombado no leito de uma ribeira,
salientando que alguns das letras já não se distinguiam. Segundo Amaro da
Silva, o marco anepígrafe a que se refere aquele autor não é o mesmo que
actualmente se observa no local. Assim a esta milha corresponderiam três
marcos.
Próximo do ponto onde se situam os miliários
nota-se uma possível pedreira antiga. Aos 40 metros cruza um ribeiro. Neste
ponto notam-se vestígios de rodados.
Deste ponto em diante pode observar-se uma série
de calçadas: entre 1125 e 1240 metros; aos 1378 metros; aos 1497 metros; entre
os 1581 e 1594 metros, cruzando uma ribeira; entre os 1619 e 1628 metros.
Amaro Carvalho da Silva, no lugar de Pontido, no
termo do lugar de Travassos, recolheu fragmentos de tegulae. Assim
sugere que nesse ponto poderia ficar a Mansio Salatiana.
Entre os conjuntos de
marcos das milhas XXI e XXII contam-se 1700 metros.