A milha XXIII, em Esporões, lugar de Padró, na
freguesia de Chamoim, a uma altitude de 450 metros, conserva três marcos
miliários, todos anepígrafes, segundo Amaro da Silva. Um inteiro e dois fragmentos.
De acordo com Martins Capella existia um quarto
marco, do imperador Constâncio (292-306), que registou. Todavia, da leitura não
é possível deduzir a indicação da milha.
A partir deste ponto a Geira abandona a vista do
Rio Homem e entra no vale da Ribeira da Roda, um tributário daquele rio. Segue
ao longo deste vale encaixado, na sua vertente sul, na direcção oeste até ao
Cruzeiro de Sá (Covide) onde alcança a Veiga de Santa Eufémia, que adiante
descrevemos com pormenor.
Logo a seguir ao início
da milha, aos 113 metros, a via atravessa uma ribeira, observando-se uma
calçada. Outra calçada ocorre aos 195 metros. Contudo, aos 378 metros a VIA
NOVA é cortada por uma estrada municipal em asfalto, a EM 535, que se
dirige para a sede do concelho. Cerca dos 385 metros depois é possível retomar
a VIA NOVA, mas apenas até aos 509 metros. Neste ponto o traçado da
Geira desaparece, novamente, sendo cortado pela Estrada Nacional número 307,
cerca do km 37. Andam-se cerca de 247 metros na EN307, cujo traçado coincide
com o da via, sendo então possível retomar, de novo, o trajecto da Geira. O
percurso da antiga via romana cruza uma ribeira aos 1085 metros, numa zona onde
se notam vestígios de rodados. A partir dos 1350 metros a via foi destruída por
uma violenta quebrada, cuja data Amaro Carvalho da Silva não logrou apurar. De
acordo com o seu relato terá sido anterior à abertura da EN 307, sendo referida
por autores do século XIX. São referidos dois nomes para este deslizamento de
terras: Quebrada das Cabaninhas e Volta de Abrixin.
Entre marcos das milhas XXXIII e XXIV a distância
estimada é de 1668 metros.