Esta milha situa-se pouco depois da portela
montanhosa de Santa Cruz, na freguesia de Souto, onde se separam as águas dos
rios Homem, para norte, e do Cávado, para sul. Os marcos relacionados com esta
milha foram descobertos já no século XX, quando o antigo caminho de acesso à
aldeia foi alargado com uma máquina.
Contam-se quatro marcos intactos e outros três
fragmentos. Do conjunto cinco conservam a inscrição e outros dois são
anepígrafes. A milha XIV é referida nesses cinco. No entanto, é apenas possível
datar quatro. Um deles é de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80; outro
de Caracala (198-217), datável do ano 214; um terceiro de Décio (249-251),
datável do ano 250; e o quarto de Magnêncio (350-353).
No quinto miliário, apesar de se reduzir a um
fragmento, ainda se lê a inscrição a Bracara e a distância, sendo
possível que tenha sido dedicado a Adriano.
Esta série de marcos conserva-se no local exacto
onde foram encontrados, no lado direito da estrada, para quem caminha de Bracara
para Asturica.
Do local da milha em diante grande parte do
traçado da Geira encontra-se destruído numa extensão de 1462 metros por uma
estrada de terra batida, a qual todavia coincide com o antigo percurso.
Entre esta milha e a seguinte foi medida uma
distância de 1633 metros.