No termo do lugar de Barral, junto ao traçado da
via, no sítio denominado Cantos da Geira, ou Bico da Geira, na freguesia de S.
João da Balança, a uma altitude de 430 metros, foram assinalados pelo Padre
Mattos Ferreira dois miliários inteiros e um fragmento de outro. Um com
inscrição muito apagada; outro dedicado ao imperador Caro (282-283). A
referência à milha XV é legível. Martins Capella atribuíra o marco ao imperador
Maximiano (285-305), sem contudo indicar qualquer leitura . Actualmente
conservam-se os dois marcos, situados no lado esquerdo (norte) da via.
É possível que no mesmo local ainda se conserve o
fragmento do terceiro miliário. Por outro lado, observam-se três crateras, as
quais podem indicar que existiam mais três miliários, arrancados ao solo em
data incerta, antes do reconhecimento efectuado pelo Padre Mattos Ferreira.
Amaro da Silva refere mais dois miliários
recolhidos nas proximidades, na década de 80, levados para a sede da Câmara
Municipal, um de Décio (250), e outro de Magnêncio (350-353).
A partir de Cantos da
Geira o percurso toma a direcção leste, que vai manter até à milha XVII, e está
bem conservado numa extensão de cerca de 290 metros. Entre este último ponto e
os 338 metros, o traçado encontra-se degradado. Efectivamente a partir dos
397 metros o trajecto da via foi alargado, devido à abertura de uma estrada de
terra batida que se sobrepõe à via até ao 645 metros. De seguida retoma-se o
percurso antigo até ao marco que assinala a milha seguinte. A 1814 metros
regista-se o marco da milha XVI. Em diversos pontos foi possível fotografar
rodados de carros. Regista-se, também uma pequena calçada, numa extensão de 30
metros (aos 1325 m.), bem como uma possível pedreira antiga aos 1663 metros.
Neste trajecto a via tende a subir ligeira e
suavemente da cota 430 para a 450.